spuria

E ele conseguia perceber coisas de acordo com o humor das pessoas que ouvia, a anatomia das expressões de sua face, até mesmo pelo tom de suas vozes… Muitos contrastes, muitos sentidos. De todos estes, aqueles que lhe causavam mais desconforto eram de percepção ainda mais subjetiva.

Lhe desagradava a incoerência. A falta de congruência entre aquilo que parecia ser processado na mente com o que saia de suas bocas. Como se algo no caminho entre o córtex e a expressão dos pensamentos, modificasse seu conteúdo de forma que, para ele, ao falar, as pessoas deixavam transparecer a duplicidade de suas expressões.

A partir dessa percepção, ele começou a duvidar do sentido que a linguagem tinha para as pessoas… E por ação de seu inconsciente, passou a usá-la de forma lacônica quando o contato com outras pessoas era absolutamente necessário. Plenamente só fazia com aqueles que seus sentidos não despertavam a sensação de duplicidade.

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