Viver

Na cama, meio morto, contente.
As páginas em branco, em fúria
queriam que escrevesse
Cansado, questionei
sem ter nunca pretendido.
As horas passaram, ninguém mudou
os pensamentos foram
por outro rumo.
As páginas, em branco
os olhos fixos no telhado e a água
a gotejar.

Pensei em plantar árvores
como fizera antes
sem medo, unidos
sem espera nem encanto
que um dia nos deem sombra
descanso, gozo
e se secassem, plantamos.
Saí plantei
sem medo, sozinho
sem espera nem encanto
que um dia me deem abrigo
amparo, prazer
e se secarem, plantei.

Deitado, contente, meio morto
As páginas em branco, em fúria
não querem espaço.
Meus olhos fixos na ausência
a tinta, a chuva
gotejam sim.

Virei a página, sem fúria
sem medo nem encanto
a espera é um dia ter mais motivos,
prefiro tinta a não ter o que escrever.

Unwritten by Nicole Payne
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2 thoughts on “Viver

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