saIR

Queria saber que chuva era aquela que dançava do outro lado do vidro. Abri a porta, saí, com os pés na terra, e ví quão chuvosa era. Por esse feliz instante, pensei que devia sair mais. Somente assim saberia se estou com sapatos confortáveis… Que deveria planejar e fazer mais, atacar em vez de defender,  sair de trás dessas páginas amarelas, detrás desse vidro molhado que me encharca de tristeza por não me impedir de ver o outro lado. Seguir em frente, talvez, é o melhor caminho para encontrar a curva de que preciso, e se não for, fui.

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