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Numa manhã fria ao acordar ele soltou um grande suspiro. Nesse dia não acordou como em outras manhãs de sua vida. Repetidas vezes durante a noite lutara com sua mente que queria voltar à consciência. Não sabia descrever essa sensação que nunca sentiu. Essa sensação profunda, invisível e totalmente indescritível, a qual não tinha como ignorar … Continue reading p. 785

saIR

Queria saber que chuva era aquela que dançava do outro lado do vidro. Abri a porta, saí, com os pés na terra, e ví quão chuvosa era. Por esse feliz instante, pensei que devia sair mais. Somente assim saberia se estou com sapatos confortáveis… Que deveria planejar e fazer mais, atacar em vez de defender,  … Continue reading saIR

Viver

Na cama, meio morto, contente. As páginas em branco, em fúria queriam que escrevesse Cansado, questionei sem ter nunca pretendido. As horas passaram, ninguém mudou os pensamentos foram por outro rumo. As páginas, em branco os olhos fixos no telhado e a água a gotejar. Pensei em plantar árvores como fizera antes sem medo, unidos … Continue reading Viver

spuria

E ele conseguia perceber coisas de acordo com o humor das pessoas que ouvia, a anatomia das expressões de sua face, até mesmo pelo tom de suas vozes... Muitos contrastes, muitos sentidos. De todos estes, aqueles que lhe causavam mais desconforto eram de percepção ainda mais subjetiva. Lhe desagradava a incoerência. A falta de congruência entre … Continue reading spuria

Em busca do self

Organizei-me para ser compreendido por mim. Queria mesmo descobrir cada pedaço desconhecido de mim e lhe dar um nome compreensível. Uma vez ou outra me encontrei perdido, toda vez que me adjetivava. Sim, me perdi por entre os limitantes e incoerentes significados dos adjetivos que me impunha. Por várias vezes me questionando se descrições breves poderiam me sustentar, … Continue reading Em busca do self